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Thursday, September 23, 2010

Oldies & Goldies


Há quanto tempo andava eu para escrever sobre estes escoceses?! Vocês (os mais velhinhos) lembram-se deste álbum? Foi em 1985. Eu, para ser honesto, nem sei bem por onde andava. Algures pela rua a deixar a bola e a experimentar os meus primeiros Dr. Martens. Mas a lembrança deste álbum merece muito mais que recordações perdidas na memória. Merece uma nova audição para quem já conhece, e para os que nunca ouviram, o trabalho homónimo, primeiro e inteiramente surpreendente da banda de Glasgow, pode ser um recomeço muito importante para quem vive de música. Pop rock com uma camada robusta de folk a envernizar a peça, Del Amitri de 85 empurram-nos para a realidade sem que sequer se tenham apercebido da intemporalidade e limpidez dos primeiros acordes gravados em disco de vinil. Há quem diga que uma banda revela-se logo na primeira aparição. Em alguns casos vou mais longe... Há primeiros álbuns que bastavam ser os únicos.

Del Amitri, I Was Here

Tuesday, February 16, 2010

Oldies & Goldies



Começar uma carreira assim era revelador. De que não seriam apenas um projecto mas sim parte viva da história do rock alternativo. Script Over The Bridge foi o primeiro registo longa duração da banda de Manchester que nasceu das cinzas do pós-punk. Gravadas em 1983, no espaço de um mês e meio, as doze músicas que compõem esta obra-prima têm vindo constantemente a acompanhar a actualidade.


O seu registo atmosférico e ao mesmo tempo enigmático preenche as memórias de uma adolescência teatral, intensa e melancólica. Descobrir nessa altura uma banda com esta dimensão musical foi aterrador. A forma mágica como os Chameleons construíam a sua linguagem deixava-me em profunda hipnose. Em delírio fui alicerçando a reverência pela estética e contaminei-me até ao último estado de vigília pelo manifesto de sedução. Hoje, hoje sou o mesmo. Com os mesmos pensamentos, apenas mais velhos, quando volto a ouvir as músicas que me ajudaram a aprender a ser…


Chameleons, Don't Fall/Here Today

Monday, December 21, 2009

Oldies & Goldies



Estávamos em 1991 e os franceses da Inrockuptibeles tiveram a preciosa ideia de homenagear o trabalho de Leonard Cohen. Acabados de sair da fúria expressionista dos oitenta, a nova década abria um mar de oportunidades conceptuais. E foi assim que aconteceu. Tudo mudou. Tudo evoluiu para outro quadrante. Mas as bases não estavam esquecidas. As letras e as composições vinham de algures.
Orientadas pela luz de um dos grandes criadores, as bandas que vieram preencher as nossas memórias dessa década convergiram num interesse comum: a exortação da música intemporal. E de facto neste disco de tributo figuram as músicas mais interessantes e intemporais do início da carreira do canadiano. Nomes sonantes como The House of Love, Ian McCulloch, James, Lloyd Cole ou Nick Cave and The Bad Seeds (apenas para enumerar alguns) refazem a história da música com as suas reinterpretações (perdoem-me a heresia) quase tão boas como as originais. E como podemos constatar, raras são as vezes que os ilustres encontram consenso. Por isso, “I’m Your Fan” encontra-se na categoria de compêndio de biblioteca. Um dois em um que mais parece uma enciclopédia. Para ouvir e nunca esquecer...


The Pixies, I Can't Forget

Saturday, January 17, 2009

Oldies & Goldies


Everything But The Girl
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Tracey Thorn e Ben Watt, além de um modesto casal inglês, são para mim uma referência no quadro da pop britânica. Desde 1984 que os Everything But The Girl editam discos, evoluindo de uma forma natural e subtil, com sonoridades de uma pop requintada.

Foi em 1994 que editaram um dos discos da minha vida, chamado “Amplified Heart”, e que eu redescubro (no mínimo) bienalmente, fases em que o oiço repetidamente com o prazer de sempre, para depois o arrumar na prateleira com a promessa que nos voltaremos a dar muito bem e muito em breve. Tive a sorte de poder ver e ouvir este disco ao vivo no Grande Auditório do CCB num concerto que ainda hoje consigo rever se fechar os olhos e estiver inspirado.

Desta “master piece” da música pop, vou deixar-vos com o tema “We Walk The Same Line”, uma música sobre o amor e a amizade, composta e interpretada por um casal que, sem dúvida, e a julgar também pela letra da música, nos pode dar umas boas dicas sobre o assunto.
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Everything But The Girl - We Walk The Same Line

Sunday, January 11, 2009

Oldies & Goldies


Alison Moyet

A fama, para Alison Moyet, começou em 1981 quando formou os Yazoo com Vince Clarke (Depeche Mode) e em 1985 começou a sua carreira a solo, catapultada pela sua participação no Live Aid.

A música que hoje partilho convosco não foi escolhida por ser representativa do trabalho desta inglesa mas sim por se tratar de um tema que põe à prova os dotes vocais de Alison Moyet.

Há uns dias atrás lembrei-me de Alison Moyet sem me lembrar de Alison Moyet, isto é: veio-me à memória a figura, recordei-a pela sua voz, mas sem me lembrar de nenhuma das suas musicas e muito menos do seu nome. De repente, num momento de profunda inspiração, desses tão fáceis de explicar quanto a teoria da relatividade, fez-se luz – Alison Moyet. A partir daí foi redescobrir e ouvir o seu trabalho.

Como romântico assumido que sou, esta interpretação fez de mim o que quis - ouvi uma vez ou dez de seguida, comprei-a na iStore (foi a primeira vez que comprei mp3), e até a ofereci em forma de iGift na iStore.

A música, a letra e a interpretação são tão boas que: Where the hell is Alison Moyet?!
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Alison Moyet - That Ole Devil Called Love

Wednesday, November 26, 2008

Oldies & Goldies

Eu avisei que não mais me calaria desde o desafio que me propuseram a semana passada. Mas serei breve! Aliás, até me custa um bocadinho encaixar esta banda nesta rubrica, mas é capaz de ser a mais apropriada, de facto!

Fez ontem, dia 25 de Novembro, 12 anos que eu vi pela primeira vez os Pearl Jam ao vivo em Portugal. Corria o ano de 1996 e eu contava as horas para me pôr a caminho do Pavilhão Dramático de Cascais para ver o meu grupo favorito a tocar ali à minha frente, flesh and bone! Não consigo descrever a ansiedade, a excitação e alegria com que passei o 25 de Novembro de 1996, mas lembro-me como se fosse hoje! Atenção às aulas naquele dia foi zero, o meu walkman já sabia as músicas de cor, as cassetes já estavam gastas, os head-phones espalhavam Pearl Jam a níveis imorais de decibeis e eu rejubilava! A viagem para Cascais foi longa - obrigado mamã, pela paciência, na altura em não havia carta de condução! - e quando cheguei, eu e a c. quase explodíamos de contentamento e deslumbramento. Foram 25 músicas de puro extâse e a consolidação da banda como a preferida! 4 anos depois estávamos na primeira fila do Estádio do Restelo, depois de um dia inteiro à porta do estádio e em Barcelona, 10 anos depois estivemos 2 vezes no Pavilhão Atlântico, 11 anos depois nem queríamos acreditar que eles iam tocar a Algés, no mesmo sítio onde passámos tardes inteiras, doing nothing, ao som de Pearl Jam e lá estivemos. E estaremos sempre.
E esta foi a primeira música:

Pearl Jam, Who You Are (em Cascais, 25Nov1996)

Sunday, November 16, 2008

Oldies & Goldies



Nena

Já muitas vezes me tinha perguntado o que seria feito da Nena.
Para quem não conheceu a Nena, foi uma miúda que teve um êxito tremendo em 1984 com uma canção chamada “99 Red Balloons”, ou “99 Luftballons” na sua versão original em alemão. Esta canção foi um hit nas pistas de dança mais new wave daquela altura. Eu, com doze anos, era um habitué da pista de dança do meu quarto (e acreditem que se dançava muito por lá) e do quarto do Aragão que detinha os outros 50% de cota de mercado lá do bairro de Miraflores. Dizia-se que se podia ouvir boa e nova música noutras casas lá do bairro. Eu nunca tive acesso a provas irrefutáveis que o comprovassem, mas também o mundo naquela altura tardava muito mais a percorrer e a internet era lentíssima - tipo 48 K’s de velocidade de transferência por ano.

A Nena pôs-nos a sonhar com ela e apareceu sem avisar, tal como apareciam de vez em quando outros alemães, mas na grande maioria dos casos muito feios, muito porcos e muito maus. Mas a Nena tinha pinta, era gira, era rebelde, e o facto da música ter um refrão que, quando traduzido, falava de 99 balões vermelhos, não foi impedimento para curtirmos à séria.
Passado este tempo todo, parece-me mais do que justo recordar a Nena, nascida e baptizada de Gabriele Susanne Kerner em 1960, numa cidade industrial da Alemanha Ocidental chamada Hagen.

Para os mais curiosos e dedicados às histórias da música, digo-vos que a Nena está de boa saúde e vive com o seu segundo marido, baterista e produtor musical, em Hamburgo. Curiosamente, e confesso que para grande surpresa minha, esta mulher não parou nunca e gravou muitos mais discos do que eu pensava: 8 na década de oitenta, 12 na de 90 e 7 nesta década, onde se inclui um álbum em 2007. Sim senhora Nena!


Aqui o R2D2 vai pensar uma bocado no ditado que diz “nunca voltes aos sítios onde foste feliz” e logo decidirá se vai ouvir o que é que a rapariga tem feito nos últimos 24 anos. A vocês não se vos exige o mesmo e podem ouvi-la ali nos X-Tunes do Xukebox.
Para já, e sem direito a embrulhar para consumir mais tarde, deixo-vos com esta:

Nena - 99 Red Balloons

Saturday, November 1, 2008

Oldies & Goldies


Gavin Friday
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O senhor que se segue é irlandês, amigo íntimo e de infância do Bono dos U2, fundador dos “Virgin Prunes” (banda mítica de rock gótico irlandês) e um músico alternativo com uma carreira a solo, no mínimo, respeitável.

Sempre afastado das luzes da ribalta, o valor de Gavin Friday como compositor e intérprete é reforçado pelas inúmeras colaborações com bandas como Talking Heads, INXS, Blondie, Happy Mondays, e por composições em bandas sonoras como Bad Influence, In the Name of the Father, Mission Impossible, Moulin Rouge e Breakfast on Pluto.

Quem me conhece sabe que tenho um “fraquinho” por duetos, e o tema que vos deixo é um dos bons duetos que conheço, chama-se “Falling off the edge of the world” e faz parte do segundo álbum de originais a solo de Gavin Friday, “Adam ‘n’ Eve”, editado em 1992, altura em que o conheci.
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Gavin Friday - Falling of the Edge of the World

Friday, October 17, 2008

Oldies & Goldies - Counting Crows

Uma das vantagens de ter uns 3 mil discos é que estamos sempre a “encontrar” discos que não nos lembramos que temos. Aconteceu-me anteontem com o primeiro disco dos Counting Crows. Ressuscitado da prateleira directamente para o hi-fi lá de casa, passando pelo auto-rádio e pelo computador, este é o disco que tenho ouvido em “repeat” nas últimas 48 horas.

Os Counting Crows são uma banda da Califórnia que vi nascer, e com enorme entusiasmo, em 1991. No ano de 1993 editaram o seu primeiro álbum, e aquele que foi para mim um dos grandes discos da década de 90 - “August and Everything After”. O álbum mostrou-me uma banda madura logo ao primeiro disco, de melodias bem construídas e bem ritmadas, uma guitarra com alma e engenho e letras de uma qualidade indiscutível. As influências de R.E.M. eram evidentes, mas a voz de Adam Duritz e a guitarra de Dave Bryson demarcavam-se bem dos R.E.M., conseguindo a singularidade que nos faz gostar de um grupo apenas porque sim, porque é bom por ele próprio.
August and Everythig After acabou por ser um sucesso graças ao tema “Mr. Jones”, que invadiu as rádios e as pistas de dança, numa altura em que a musica electrónica estava ainda a aprender a ler e a escrever (principalmente a escrever).

Adam Duritz é o autor da grande maioria das letras dos Counting Crows e Dave Bryson da maioria das musicas. Os rapazes continuam a dar música e editaram mesmo um álbum em 2008 chamado Saturday Nights & Sunday Mornings que, não sendo mau, não me apanhou a jeito como o primeiro. Pelo meio fizeram 3 discos de originais e um Best Of. Enfim, nada que se compare com os R.E.M. mas também, apesar de agumas influências, não era suposto...
Deixo-vos com a primeira música, chamada Round Here, do disco de que vos falei.
Counting Crows - Round Here

Tuesday, September 16, 2008

Oldies & Goldies

Interview with Jim Morrison (1970)

Prever o futuro é algo que só está ao alcance de alguns. De muito poucos, diga-se...

Sunday, September 14, 2008

Oldies & Goldies

Planeta Diário & Casseta Popular

Porque queria começar assim com algo bastante intelectual para dar alguma credibilidade ao Xukebox...

Nos anos oitenta, algures em São Paulo, era assim:

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