Hoje, sem grandes expectativas, abri o correio electrónico e entre burocracias e anúncios ilegais deparei-me com uma sugestão enviada pela minha sobrinha.
Apreensivo, submeti a dica à consideração sem saber muito bem o que iria encontrar. Podia estender-se desde o punk-rock à pop, passando pelo R&B e quem sabe pela electro-pop. Passadas duas audições, com muito orgulho e um espanto considerável, apercebi-me que: Eh pá, ou eu estou a ficar muito velho ou a miúda está a tornar-se uma croma da música!
Curiosamente, e ao fim de mais duas audições, cheguei à brilhante conclusão de que as duas apreciações eram tão válidas como incontornáveis. Aliás, volto a afirmar que a doença da música é tão genética como a cor dos olhos ou o mau feitio ao acordar (bem e em relação ao envelhecer nem vale a pena falar).
Este novo agrupamento oriundo do norte do País de Gales mudou-se para a cidade de Londres e constroi uma sonoridade que orbíta bandas como os Yeah Yeah Yeahs, Breeders, ou Sonic Youth. Mas mais importante que o enquadramento curricular do grupo, interessa exultar a paixão pela música que a nova geração começa a demonstar. Os miudos que pensavamos adormecidos nos desenhos animados e que subitamente nos fazem lembrar que o tempo não pára...
O Anónimo confere. De pequenino se torce o pepino.
The Joy Formidable, Whirring
PS: E para não pensarem que agora ando a explorar os mais novos, aqui vos deixo um tema dos Howling Bells que em tudo complementa esta última descoberta. Até para a semana.