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Monday, July 18, 2011

Been There Done That [Super Bock Super Rock 2011]

Super Bock Super Rock ou a história como arruinar o melhor cartaz do verão
Se no SBSR 2010 fui uma das poucas pessoas que não atacou directamente a organização do festival, agora sou obrigada a concordar que erros como os que se viram este ano não são desculpáveis, principalmente quando a organização está a cargo de uma empresa que já tem experiência e provas dadas nesta matéria. Começo dizendo que o preço dos bilhetes não pode nunca ser utilizado como desculpa para lacunas e erros tão graves. Sim, temos os festivais mais baratos da Europa, mas isso não pode significar o caos na organização e também não deve ser condição para encher abusivamente recintos que não têm capacidade para tanta gente. Vamos por pontos:

Os acessos ao recinto. Ficou claro que, não obstante das melhorias em termos de acesso - quer transportes, quer a ampliação dos parques de estacionamento - este local não é mesmo a opção mais adequada para um festival com o melhor cartaz do ano. Demorar quase 3 horas para chegar ao recinto, saindo de Lisboa às 15h não é aceitável. A conjuntura da data não ajudou (mudança de quinzena, concentração de Faro), mas isso são factores que têm de ser tidos em conta quando se planeia um evento desta envergadura e se pretende encher todo o recinto. Os parques estavam mais bem organizados, é verdade, com maior controlo de entradas e "arrumadores" a fazer a gestão do espaço para evitar congestionamentos e bloqueios. Ponto a favor!

O. É o que mais incomoda. Se no ano passado já não foi agradável, este ano com mais uns milhares a saltitar, pior ficou e nada foi feito para prevenir isso. A experiência do Sudoeste há 13 anos atrás já se esqueceu pelos vistos. O pó é desagradável, cansa, causa alergias, suja, cheira mal. Tudo pontos contra. Esqueceram-se mesmo que chão de terra/areia remexido resulta em muito pó no ar e que pó no ar dificulta a respiração?

O som. Sinceramente, não tenho memória de um espectáculo com tão mau som. Eu sei que o vento às vezes pode ser traiçoeiro, mas não se ouvir o som na sua plenitude em toda a área envolvente do palco principal, é de amadores. O concerto de Arcade Fire teria sido perfeito e brutalíssimo não fossem as deploráveis condições de som que não permitiam ouvir todos os instrumentos da banda. Nem eu imaginava que alguém fosse capaz de tirar potência ao "No Cars Go". Parabéns, senhores técnicos do SBSR, vocês conseguiram. Só me apetecia chorar. Em vez disso, fui procurar um sítio onde se ouvisse melhor. Tarefa inglória, o máximo que consegui foi uma ligeira melhoria, todavia mesmo assim o som da tenda electrónica propagava-se mais depressa e com mais intensidade que todos os outros. Aliás, Portishead (toscamente) remixado é a nova tendência SBSR'11... Um horror.
Instalações sanitárias. É sempre um aspecto fraquíssimo nestes eventos, só que o SBSR 2011 ultrapassou qualquer escala de falta de higienização... quando se quer encher até rebentar um recinto, convém acrescentar casas de banho à listagem porque o inventário do ano transacto é claramente insuficiente para tanta gente. Não se admite que no primeiro dia - aos primeiros minutos do primeiro concerto -, já se encontrassem WC's nojentos e impróprios. Só é compreensível se me disserem que ficaram lá desde o ano passado..?!!??! Ultrajante e, pior que isso, sem justificação plausível. Não estou à espera de um WC impecável mas se puderem não atentar contra a saúde pública, eu agradecia.
Parque de Campismo. Não sou utente, mas por circunstâncias alheias à minha pessoa, fui obrigada a ir várias vezes ao parque de campismo e, se no meu tempo, as queixas eram sempre viradas para a falta de sombras (que nunca concordei muito) e/ou zona de banhos, neste caso concreto parece-me que não há o mínimo respeito por quem escolhe lá ficar a acampar. Ter tendas à saída/entrada do pórtico do festival não cabe na cabeça de ninguém - até em termos de segurança, já que não deixa espaço para o tráfego de pessoas escoar. Aliás, as filas para sair do recinto eram ridículas porque enquanto as pessoas saíam, ninguém entrava...

Filas. Intermináveis. Para tudo: comida, cerveja, WC, stands de marcas... parecia a segurança social em hora de ponta, mas sem sistema de senhas...

A música (no fundo o mais importante)

Dia 14 de Julho

The Walkmen - São os novos James, versão século XXI. Já se sentem em casa e sempre que podem, dão cá um saltinho. Bem vestidinho e com um ar muito composto, como quem está mais confiante numa postura rockeira e confortável. Comparado com o concerto de 2009, no mesmo festival, não parecem a mesma banda. Mas a mudança é para melhor. Se fossem vinho estariam na fase da maturação, bem encorpados e com aromas diferenciadores!

Beirut - Primeiro erro de casting do festival. Quem é que se lembrou que seria boa ideia colocar Beirut num palco principal, imediatamente antes de um cabeça de cartaz que, diga-se, não tem nada a ver com este estilo?!?! Adoro Beirut (como é notório) e ansiava por este concerto. Mas esta escolha de dia, local e hora matou completamente o concerto. Zack e banda estavam visivelmente desconfortáveis a tocar para uma plateia que claramente não lhes pertencia. Estava tudo à conversa à espera de Artic Monkeys, aliás tive alguma dificuldade em ouvir o concerto com as conversas cruzadas na plateia. Desculpa Zack. O melhor será voltares sozinho, em concerto próprio para te podermos apreciar como mereces.

Tame Impala - Concerto equilibrado atendendo que estavam num palco secundário (onde pertenciam), apesar de, em certos momentos, quase hipnotizarem o público, mas também aqui cumprem o objectivo da sua música. Pouco efusivos, mas muito compenetrados. As expetativas eram altas mas a curiosidade aguçou relativamente a um concerto próprio.

Artic Monkeys - Eram os únicos cabeças de cartaz do palco principal que ainda não tinha visto. Não posso dizer que valeram a ida ao Meco, mas garanto que deram um grande concerto, repleto de bons momentos e muita garra.

Não havia condições para esperar por James Murphy, com muita pena minha!

Dia 15 de Julho

The Legendary Tigerman - One man band, One Man Show. Confesso que o Paulo Furtado nunca despertou grande interesse em mim, em qualquer um dos seus projectos. Não foi a primeira vez que o vi, mas desta vez gostei muito mais do que ouvi e principalmente do que vi. Verdadeiramente empenhado em por o SBSR a rock n'rollar, deu um espectáculo digno de se ver e de se sentir.

Portishead - Vi porque fui obrigada, por mais que tente, não consigo apreciar. Não ouço em disco e ao vivo não me cativam minimamente. E o som estava para lá de péssimo.

Arcade Fire - Como já referi, quase chorei. O som do SBSR atraiçoou-me e se em 2007 até os pelos se me arrepiaram com a brutalidade de espectáculo, aqui foi absolutamente assassinado pela componente técnica. O parte cénica evoluiu bastante desde a última vez e eles são mais senhores do seu palco e com todo o mérito. Infelizmente, fiquei tão enraivecida e vencida que nem fui capaz de ver o concerto até ao fim. Fui andando para Chromeo...

Chromeo - Depois de esperarem que os Arcade Fire terminassem, lá entram em palco e 3 palavras resumem a actuação do duo palestino-israelita: pirosa, divertida e, acima de tudo, motivante já que o som estava em muito boas condições. A estética muito 80's de neons, cores e distorção de vozes pode ser exaustiva, contudo é compensada pelo bom momento criado e pelos passos de dança perdidos na areia que levantam pó. Tenho a certeza que houve muito boa gente a ficar bem impressionada com os Chromeo, e também estou certa que os cromos do Meco (não Lisboa!) também causaram boa figura!

Dia 16 de Julho

Brandon desculpa, mas tive impedimentos de força maior e não te pude ver! Mas, pelo que li e soube, tenho que manifestar o meu descontentamento por tocares temas dos Killers. Se é para isso, vens com eles porque a banda (ao que se sabe) ainda não acabou e o Mr. Brightside ou o Read My Mind só fazem sentido tocados pela banda, senão não passa de uma cover... E também não podem servir de "rebuçado" para colmatar o mauzinho que é o teu álbum a solo. E dizendo mauzinho, estou a ser boazinha!

Slash - Não vi por opção própria, mas sim porque quis garantir um lugar onde conseguisse ouvir Strokes convenientemente. Mas não posso deixar em branco e constatar como é engraçado que uma banda viva à volta da imagem do que foi o Slash. Não lhe tirando mérito como guitarrista, que o tem todo, todavia é engraçado ver as camaras a focarem as atenções no guitarrista, quando no resto dos concertos centralizam muito mais no vocalista... curioso! À parte disso, é rock à antiga com espaço, claro, para muita guitarrada. O vocalista terá tido formação intensa para que a sua voz se assemelhe ao Axl, pois nos temas de Guns N'Roses esteve muito próximo... E salvem-se esses temas, porque os restantes são banais.

Strokes - Gostei em 2006 e gostei agora. Foi um bom término de festival, apesar dos encontrões e quase sufoco que me obrigou a mudar de lugar. Muito melhores que Casablancas a solo que não piadinha nenhuma (Vês Brandon?!?!?), desenrolaram a mantilha de êxitos e não faltou nenhum para delírio da multidão. O ponto de honra de tocar com luzes brancas a apontar para os membros apagadas pode mostrar alguma insegurança, mas ajuda a acentuar que é muito mais importante sentir do que ver um concerto. Será que assim as pessoas se preocuparão menos em tirar fotografias ou filmar?!?!

Resumindo, a menos que me apresentem um nome irrecusável, tipo David Bowie ou Kings of Leon, dificilmente me apanharão noutro SBSR enquanto estiver "sediado" no Meco. Chamem-lhe velha, mas acho que a música é o mais importante. E aqui, não há condições para viver música.

Wednesday, July 21, 2010

Been There, Done That |Super Bock Super Rock 2010

foto by mary


Agora com a cabeça mais desempoeirada mas ainda com os sonos desalinhados, posso escrever algumas linhas sobre a minha impressão dos concertos deste que, a meu ver, foi um grande cartaz. Mas antes umas palavras, poucas, para falar sobre o recinto. Não fui a nenhuma edição do Hype@Meco e por isso desconhecia o espaço, mas acho que é um local apropriado para este tipo de eventos. À excepção do pó, que é realmente muito e incómodo, o local é um bom anfiteatro natural (ao contrário do Parque da Bela Vista, em Lisboa) tanto no sítio do palco principal, como no palco secundário. Já há muito tempo que não tinha tão boa visibilidade dos concertos em festivais. O espaço estava bem dividido e em nenhum momento houve “apertos”. Sim, as condições de acesso têm que ser revistas mas digamos que o descuido das pessoas às vezes é flagrante e ir para um festival em locais onde se sabe que só existe uma estrada de acesso, num dia que também é sabido que a afluência é grande e à última da hora não é boa ideia… Não estou a tentar desculpar a organização, mas há cuidados que é preciso ter em conta em situações especiais. Sim, podiam ter vendido menos bilhetes e ter sido a um domingo também não ajuda. A pressão de ir embora é muito maior porque Segunda é dia de trabalho. Eu própria estive 1h30 para sair do parque de estacionamento, mas à tarde cheguei cedo porque sabia que era o dia mais concorrido e não apanhei confusão nenhuma…

O parque de campismo já não é para mim. Já não tenho idade para isso, mas ainda me lembro o que sofri nas primeiras edições do Sudoeste, em Paredes de Coura (onde cheguei a acampar em quintais alheios e banhos eram nas cascatas lá perto) e mesmo em Vilar de Mouros…

O essencial, os concertos…

Sexta, 16 Julho 2010

Custa-me muito mais perdoar a Música no Coração por ter posto o Jamie Lidell a tocar às 19h na Sexta-Feira que me obrigou a perdê-lo… Todo um fim-de-semana para o por a tocar, tinha mesmo que ser na sexta às 19h, hein?!?!

Cut Copy foram os primeiros que consegui ver e começou logo bem. Depois do concerto no Lux as minhas expectativas para este concerto eram baixas. Mas os meninos conseguiram não defraudar. Acho que podiam ter tocado mais tarde, às 21h o pessoal ainda se estava a ambientar ao local e andava um pouco disperso. À entrada, com Lights and Music faltou garra, não da parte da banda, mas do público. Seguiram-se os êxitos de In Ghost Colours, com algumas novas pelo meio que, pelo que me apercebi não superarão o trabalho anterior… Pareceu-me ouvir uns ritmos meio latinos lá pelo meio, mas espero que tenham sido interferências causadas pelo excesso de pó que a esta altura já se acumulava :) Não vi até ao fim porque os conterrâneos Temper Trap estavam a começar no outro palco e esses tinha mesmo que ver. (corridinha)

Temper Trap Já de noite e com um belo cenário de pinheiros a envolver o palco, a banda entrou em palco e esqueçam a denominação de “rock atmosférico” para adjectivar a música feita por estas pessoas. Foi em crescendo, primeiro a cativar o público mas assim que o apanhou com os u-u-h-u-h-u-h de Fader, já estava conquistado! Só com um álbum em carteira, a ansiedade fez o resto e os Temper Trap mostraram que os sons do outro lado do mundo não se fazem apenas em estúdio, mostram-se e sentem-se ao vivo. Love Lost encantou, Drum Song deixou-nos boquiabertos e Sweet Disposition foi o fim perfeito.

Pet Shop Boys God Damn it… Com playback ou sem playback o espectáculo foi brutal. Duas pessoas em palco, mais uns quantos bailarinos e muita cor mostram que é possível montar uma operação musical sem instrumentos e sem banda. Esse fenómeno não é novo, mas eles também não e nem por isso deixaram de estar ao mais alto nível. Apesar de toda a produção, não deixa de ser um concerto em festival, e por isso a escolha das músicas tenha recaído quase exclusivamente nos hits de maior sucesso. Mas são muitos, o que fez com que o extâse durasse todo o concerto. São canções que fazem parte das nossas vidas, ouvimo-las em todas as fases do crescimento e assim se constroem hinos. Os únicos momentos menos vividos foram as visitas aos temas do último álbum, mas ainda assim Love Etc, a segunda do concerto, é brutal! Não sei se os voltarei a ver e só por isso, valeu todo o grão de pó (deste dia)!

Sábado, 17 de Julho 2010

Julian Casablancas foi, com toda a certeza a desilusão do festival. Reconheço-lhe todo o valor nos Strokes e até consigo perceber a necessidade de ter este projecto a solo porque não o vejo como um prolongamento do que faz nos Strokes. Mas também já não tenho paciência para rapazes imberbes com a mania que são rebeldes. E achei engraçado o facto de Julian Casablancas a solo ser um conjunto maior que os Strokes. Estes são 7 em palco! Claramente bêbedo, pouco empenhado, tem a sorte de ser dotado para fazer boas canções e que estas se sobreponham a sua prestação mediocrezinha. Até acharia estranho ele não recorrer a temas dos Strokes para se amparar… Hard to Explain foi logo a segunda para acender o povo. Vá lá, não cedeu à tentação de ir buscar o Last Nite. Mas 11th Dimension é de facto um muito bom tema e nem a pouca iluminação do palco me impediram de a curtir à séria.

Hot Chip “Hello, we are Hot Chip and we’ve come from London” foi o mote para o início do concerto que mais esperava neste dia. São muitos em palco e tocam tudo ao vivo e todos tocam tudo e foi tudo bom! Numa noite que pertencia a meninos de Nova Iorque, os ingleses brilharam com o seu pop electrónico enriquecido pela voz característica do pequenote Alexis Taylor. Made in the Dark e One Life Stand estiveram na ribalta e puseram o Meco a dançar e até os que já esperavam os Vampire Weekend não resistiram ao groove imparável da banda. Soube mesmo bem depois do desaire do Julião! Voltem rápido, por favor, sou menina para vos ver Over and Over. James Murphy, põe os olhos nestes teus meninos porque o teu concerto no Alive ao pé deste parecia um ensaio de garagem…

Vampire Weekend quando os betinhos tomam conta de um festival. Sim senhor, há que lhes tirar o chapéu porque em dois anos evoluíram… e bem! Quem os viu no Alive!08 como eu, tem que concordar que o progresso foi grande e até merecem ser cabeças de cartaz ao segundo álbum de originais. É Verão mas, por acaso esta foi a noite mais fria do festival, contudo a banda nova-iorquina foi a receita ideal para aquecer o ambiente. Canções alegres, boa disposição a transbordar tornaram a nuvem de pó por cima do público ainda mais densa, tantos eram os pulos. Vampire Weekend fazem-me recuar à adolescência ao som dos Primitive Reason ou dos Sublime. Eu sei que não é a mesma coisa, mas o espírito despreocupado e a vontade de entrega ao ritmo é o mesmo e é genuíno. A-Punk, Cousins, Horchata, Oxford Comma ou White Sky, quer sejam músicas mais rápidas ou mais melodiosas são sempre sinónimo de férias, calor e relax… É quase impossível não gostar porque é cool. E os miúdos são fixes!

Domingo, 18 Julho 2010

Spoon Muita curiosidade para o ver, não os consegui ver quando vieram sozinhos. Directamente de Austin, Texas para serem importunados por uma acção de marketing de uma marca de carros que achou por bem pôr um avião a fazer piruetas e razias em cima do recinto… Distracções à parte, aos Spoon não lhes bastou terem um dos melhores álbuns de 2007 para conseguir cativar o pouco público que se juntava à frente do palco. O início inesperado com o vocalista a cantar sozinho no palco só acompanhado a guitarra foi pouco impactante e o rock nervosinho característico desta banda passou algo despercebido. Não desgostei até porque gosto muito da voz dele, mas vou ter que os ver outra vez para formar uma opinião!

The National Não chega para fartar… São sempre bons. Sempre discretos, sempre impecáveis, sensíveis e estupidamente amorosos. Não são banda de festival, muito menos de grandes palcos, mas a experiência está a fazer deles uns senhores e este foi o melhor concerto que lhes vi em festival. A entrada com Mistaken for Stangers foi inesperada, mas perfeita para agarrar uma audiência que, apesar dos 6 concertos por cá, não era na totalidade devota da banda. O álbum novo – melhor ainda depois de ouvido ao vivo – não escondeu os temas dos trabalhos anteriores e houve tempo para tudo. A melancolia ganhou vida e até o mais agressivo Abel pareceu menos ruidoso. Gostei particularmente do comentário de Matt Berninger quando afirmou “Prince is also very talented…”. Disseste-o bem, o artista é bom mas vocês, há que reconhecer, estão quase a chegar à consagração como grandes artistas também!

John Butler Trio Uma música não chegou para nem para aquecer o tímpano… Mais outro erro de casting… Para mim, este é um som bom para fim de tarde, after-beach, com o sol a arrefecer e não para fim de noite, principalmente não ao mesmo tempo de Prince… Não vi para além da primeira canção. Já os vi 2 vezes e o Prince chamava.

Prince Foi o nosso DJ por uma noite, na próprias palavras do cantor. Os homens não se medem aos palmos e não há palmos suficientes para medir as capacidades deste homem que passou a noite a declarar o amor por Portugal, mas ficámos sem perceber porque demorou 11 anos a voltar aqui… Ressentimentos à parte, o importante mesmo era aproveitar todos os segundos porque era time to get funky… Sem pausas, percorreu a sua longa carreira escolhendo a dedo os temas para esta noite. Rejubilei com Little Red Corvette e ansiei por um Raspberry Beret que não chegou. Ao invés, ofereceu-nos Cream, Kiss, Nothing Compares To You, muita conversa, dança e até tentou envagelizar um pouco. Sem sorte, virou-se para o fado com a Ana Moura depois da primeira pausa. Achei um mimo espectável, o fado acompanhado por Prince à guitarra envergonha os pequenos Amália Hoje mas também acho que só lhes ficava bem terem ensaiado um dueto para um original de Prince… mais uma vez, não se pode pedir muito num festival e o que tivemos foi bom. Quando se diz que veio a pedido da fadista, podíamos esperar um concerto com menos entrega e não me parece que tenha sido isso que aconteceu. O oscarizado Purple Rain pintou de púrpura o fim do concerto e o começo do inferno para muita gente na saída do festival.

Empire of the Sun Uma produção gigantesca para uma banda que tem um álbum, é obra. Sinceramente não esperava que ficasse tanta gente para os ver, mas a curiosidade era grande! Um misto de azeiteiro com beats electrónicos esquizofrénicos fazem os encantos destes australianos que não têm muito para oferecer senão manobras de diversão sobre a própria música. Claramente influenciados pela ficção científica daqueles artistas de rua que pintam paisagens místicas com latas de spray, conseguem aspirar ao mais intrínseco piroso que existe. Ainda assim, têm boas músicas para pôr o pessoal a mexer que, no fundo é o que se quer. Principalmente quando sabíamos bem o que nos esperava no exterior do recinto.

Thursday, July 15, 2010

Song for Today [#416]

A época alta dos festivais continua e eu já estou em estágio para o próximo. Começa amanhã a 16ª edição do Super Bock Super Rock, que apesar das metamorfoses que tem vindo a sofrer ao longo dos anos não desilude na construção do cartaz. O problema vai ser o de sempre, conciliar horários para conseguir apanhar tudo o que se quer. Para além dos nomes que já vi - e alguns quero ver outra vez - não vou deixar escapar os Pet Shop Boys, os Spoon, os Temper Trap, o Casablancas e obviamente o Prince. Adivinha-se um fim de semana longo.

Pet Shop Boys, What Have I Done To Deserve This