Friday, December 18, 2009

Song for Today [#291]


A santa trindade: My Bloody Valentine, Sonic Youth e Smashing Pumpkins, Uma corporação de frutos inumeráveis. Mas é dos últimos que interessa realçar a falta de prole. Não por inconsistência do projecto encabeçado por Corgan mas talvez pelo seu excesso de idiossincrasia. No caso dos Silversun Pickups o mimetismo é óbvio. Mas se não nos centrarmos nas evidências e tolerarmos a réplica à laia de consumidores modernos de músicas isoladas não nos deixamos atrapalhar (porque até no imitar tem que haver arte). Mas como disse, e bem, Picasso quando viu as pinturas de Lascaux: “Já não há nada de novo; o Homem já inventou tudo”… Serão eles os substitutos?


Silversun Pickups, Substitution

Thursday, December 17, 2009

Song for Today [#290]


Oh tempo volta para trás podia ser o slogan destes Music Go Music. Ou Quem quer ser a Debbie Harry dos tempos modernos? versão americana, claro porque a versão europeia está a cargo da imbatível Maja Ivarsson dos The Sounds. Mas voltando à banda em questão, vêm de Los Angeles e são a personificação do disco fever envolto em mistério vintage na entrada dos anos 10. Um passeio embalado às melodias romântico-pirosas dos Abba num tom muito new (old) wave.

Music Go Music, Warm in the Shadows

Wednesday, December 16, 2009

Cartas do Anónimo

Lisboa, 05:34 AM

Estou a meio de uma insónia. As insónias são como os coitos interrompidos. Acordamos a meio da noite com a sensação de que o dia já vai a meio. Olhos vermelhos e corpo desencontrado. Náusea é a melhor expressão. Quase como se fossemos a meio de uma viagem bem planeada e a estrada acaba repentina, sem grandes explicações. Somos os únicos conscientes. O resto do prédio sonha em silêncio. É um mal que vem do pensar muito. Ou porque queremos muito uma coisa que teima em se tornar realidade. Mais ou menos como os miúdos quando fazem birra e mesmo impregnados de sono insistem em punir os pais com lamentos chorados. Poucas são as soluções para o desobedecimento do corpo. Resta-me esperar até que as cortinas voltem a cair e os pensamentos desmaiem com o peso do cansaço. Se ao menos estivesse em Nova York…


Richard Swift, The Novelist



Song for Today [#289]


Façam-se as apostas para as novas bandas a aparecer em 2010. Mais um ano, mais umas surpresas. Os Free Energy são potenciais candidatos a lugar de destaque no novo ano. Talvez porque uma das influências seja Tom Petty mas, mais provavelmente porque são produzidos por James Murphy e a sua DFA o que, só por si, já é muito bom. Vêm de Filadélfia e não lhes falta energia para fazer músicas bem dispostas.A mim fazem-me recuar um pouco aos tempos dos Lemonheads. Mas já estamos quase em 2010! Significa que estamos de volta aos 90'?!

Free Energy, Free Energy

Tuesday, December 15, 2009

Song for Today [#288]


Vinha eu em Caracas (terra bonita do reggaeton e do silicone) a caminho de Lisboa e eis se não quando “words”… Tudo a cantarolar. Tudo feliz e contente, inclusive o caracanho que nos deu esta relíquia a escutar. E eu, caladinho, a cantarolar para dentro, pensava de mim para mim: esta música é tão bimba! É tão bimba que chega a ser boa! A começar na vocalização, passando pelos arranjos sintetizados e a terminar no nome do artista… É tudo muito bom! Posto isto, não consegui evitar seduzir-vos com esta mágica melodia para o começo de mais um dia (até rima, com franqueza!) P.S. De facto a Ray Ban é uma instituição. Hasta mañana corazones...


F. R. David, Words

Monday, December 14, 2009

Been There, Done That [Enviada Especial]

[A nossa querida Gaija Trendy andou por terras do Tio Sam e propôs ser nossa repórter num concerto muito especial. Nós ficamos muito contentes por poder contar com o relato e reportagem fotográfica]

The XX & Friendly Fires, Paradise Rock Club, Boston, 4 Dezembro 2009

O sold out escrito num letreiro luminoso e desço de novo à terra. Sim, estou em solo americano e estou prestes a ver os XX e os Friendly Fires em concerto, yuppppiiii…

São 21h e o Paradise Rock Club, em Boston, encontra-se já bastante composto, mas rapidamente apercebo-me que ao contrário de mim e dos meus companheiros de concerto, a maioria do pessoal está ali por Friendly Fires. Ansiamos pelos XX e pela sua entrada em palco e passado 10 minutos, ao som da intro, ei-los grandiosos.

(foto de Raquel, a.k.a loira)

São uns XX algo tímidos, os que estão perante nós, todos vestidos de preto, enigmáticos, mas com uma forte presença. Sem pressas, e num registo algo intimista, desfilam algumas canções do álbum de estreia, entre elas, as incontornáveis VCR, Shelter e Basic Space. O público vai reagindo em crescendo e quando já está estabelecida a conexão, o concerto termina de forma abrupta . 30 minutos que nos deixaram água na boca e um enorme desejo de os ver em solo nacional.

(foto de Raquel, a.k.a loira)

Meia hora depois, e num registo completamente diferente, entram os Friendly Fires. Um Ed Macfarlane completamente frenético que incendeia a plateia, provocando um caos dançante. Um concerto cheio de energia, onde Paris, Love Sick e Skeleton Boy pontuam com nota máxima, resultando muito bem ao vivo.

Fala-se muito do público português e da sua entrega, mas devo dizer que os americanos também estiveram em alta. Caso para dizer “they delivered”!

Ass: Trendy overseas!

The XX, Intro


[Muito obrigado, Gaija Trendy por partilhares connosco um concerto memorável. Quando eles nos visitarem, vou contigo!]

Song for Today [#287]



Os Pet Shop Boys acabam de lançar o 4º single extraído de Yes, o último álbum de originais. All Over The World não é o melhor tema do álbum, mas é um tema muito fiel ao que sempre nos habituaram. A razão pela qual o trago aqui hoje é o vídeo; uma compilação de imagens de espectáculos recentes da banda, ou seja, imagens daquilo que poderíamos ter tido o privilégio de assistir aqui em Portugal, não fosse a banda ter cancelado o concerto que chegou a estar agendado para Novembro. Das piores notícias de 2009. Em relação a concertos, claro. Ficamos à espera que Portugal faça parte do world destes senhores para o ano.

Pet Shop Boys, All Over The World

Saturday, December 12, 2009

Guest Box

O espaço que se segue é da inteira responsabilidade de Neni



"Eu sou aquele tipo de pessoa que nunca consegue responder à pergunta "Que tipo de música ouves?". Não dá.
Não tenho este ou aquele tipo de música que gosto, tenho sim músicas de que gosto muito.
Músicas que mexem comigo, que me enchem a alma, que me fazem rodopiar pela casa.
Este "William" de LoveLikeFire mexe comigo e diz-me tanto! É aquele tema que se ouve em repeat e que nunca se torna cansativo...
LoveLikeFire foi para mim uma das grandes descobertas de 2009. E eu fico tão feliz com descobertas destas!"

Love Like Fire, William

Friday, December 11, 2009

Song for Today [#286]

foto daqui


Há dias em que acordamos com a sensação de estranheza cravada na pele. Pensamentos mil rodopiam na cabeça, sem nexo, sem porquê. Sem soluções, nem mesmo hipóteses. Não apetece estar aqui, mas também não há vontade de muito mais. Num dia que não se adivinha fácil sem razão aparente, recorro ao conforto de sons familiares que já me acompanham há muito. Sem novidade, mas com muita estória. Bom fim de semana!

The Smashing Pumpkins, Mayonaise

Thursday, December 10, 2009

Best of 2009

É a chegada aquela altura do ano. A época de balanço. Olhar para trás e ver o que de bom foi feito em 2009. Anda tudo doido com os álbuns da década, mas nós por aqui queremos mesmo saber o que acham deste ano que, lá por ser o último de 10, não é menos que os outros. Talvez não tenha sido tão fértil em bom material como 2008, mas alguma coisa se fez e os bons vão ficar na memória.

Como no ano passado, vamos pôr a votação a nossa shortlist para, em conjunto com vocês, fazermos a lista dos melhores de 2009. Deixem o vosso top 5 aqui na caixa de comentários ou enviem para xukebox@gmail.com para nós contabilizarmos até dia 31 de Dezembro. O primeiro

post do ano vai ser o TOP Xukebox.

E a shortlist de 26 é:

Airborne Toxic Event Airborne Toxic Event

Andrew Bird Noble Beast

Anthony and The Johnsons The Crying Light

Au Revoir Simone Still Night, Still Light

Chris Garneau El Radio

Datarock Red

Discovery LP

Filthy Dukes Nonsense in the Dark

Fischerspooner Entertainment

Golden Silvers True Romance

I AM X Kingdom of Welcome Addiction

Julian Plenti Julian Plenti is Sckyscraper

Junior Boys Begone Dull Care

Kings of Convenience Declaration of Dependence

Miike Snow Miike Sonw

Oren Lavie The Opposite Side of the Sea

Passion Pit Manners

Pearl Jam Backspacer

Phoenix Wolfgang Amadeus Phoenix

The Temper Trap Conditions

The Whitest Boy Alive Rules

The XX The XX

Wave Machines Wave If You're Really There

White Lies To Lose My Life

Wild Beasts Two Dancers

Yeah Yeah Yeahs It's Blitz!

Song for Today [#285]



Brooklynmania! Constantemente a lançar novos projectos. Eu já lá estive e digo-vos que o ambiente que se vive nas ruas do bairro é mais que urbano. Passagens aéreas ferroviárias, galerias de arte contemporânea proeminentes, etnias diversas a circularem a pé ou de carro, festas privadas em apartamentos sem uma única cortina para esconder o que se passa lá dentro… Um grande caldeirão de influências e esquemas de sobrevivência. Let´s wellcome sisters Zambri. Muito clash, duas vozes pop em cenários ligeiramente industriais alternados por melodias circunspectas. Depois do EP espera-se o álbum para 2010.

Zambri, Easier

Wednesday, December 9, 2009

Cartas do Anónimo


“A música é uma coisa incrível! Já te aconteceu? Ouvires uma música no princípio do dia e essa melodia, essa música marcar o resto do teu dia? O teu estado de espírito nas restantes 24 horas ser definido por aqueles três minutos e qualquer coisa mais? É quase como se pudesses programar o teu humor. As tuas reacções. É impressionante! Já te aconteceu? A mim já me aconteceu tantas vezes… Como é que é possível?! A música é de facto extraordinária. Ajuda-nos a perceber tanta coisa…”


Le Loup, Planes Like Vultures

Song for Today [#284]


Freelance Whales= som de Postal Service + folk de Sufjan Stevens + arrepios de Arcade Fire. Vêm de Nova Iorque e têm de tudo um pouco. Uma boa dose de experimentalismo faz com que, tom acima ou tom abaixo, sejam uma das bandas a anotar para 2010. Mais do que darem que falar, parecem-me dispostos a dar o que dançar no novo ano. O álbum chama-se Weathervanes e não se deixem embalar por esta balada que vos mostro hoje. Há material com muito mais beats por minuto!

Freelance Whales, Generator 1st Floor

Been There, Done That


Super Bock em Stock, 4 Dezembro 2009, Av. Liberdade

Estava fresquinho e o trânsito de carros e pessoas era denso na avenida dos grandes acontecimentos. O São jorge é quartel general e onde trocámos o bilhete por um kit onde não faltava mapa, horário, impermeável e a pulseira livre trânsito para o mais importante , os concertos.
A primeira banda da noite foram os Wild Beasts que encheram a Sala 1 do São Jorge. Com direito a lugar de primeira fila ficámos encantados com estas bestas que não sendo novatos nestas andanças, são mais teatrais que banda de rock. Tocaram para os nossos olhos essencialmente músicas do segundo álbum “Two Dancers”. Mas não faltou a emblemática “Brave Bulging Buoyant Clairvoyants” com o seu espírito muito pantomineiro, presente no primeiro trabalho de originais. Ficámos com a perfeita sensação de que os presentes estavam completamente rendidos à exuberância dramática destes senhores. Nós não fomos excepção. É de gabar igualmente a elevada qualidade técnica com que esta banda reproduziu os temas ao vivo.

Wild Beasts, All the King’s Men


Pouco antes de terminar os Wild Beasts tivemos que abandonar a sala e rumar ao Maxime para espreitar os Wave Machines. Directamente da terra dos Beatles surpreendem pela diversidade de estilos que percorrem. Ora funk aflorado por um falsete de fazer inveja aos Scissor Sisters, ora um rock mais soft sem grande vida mas de sonoridade intensa. Alguma interacção dos membros da banda permite que o vocalista passe a teclista e o guitrrista a vocalista. A estreia deste ingleses correu bem e prometem voltar. No fim do concerto lá estavam todos a vender e autografar álbuns, moda que tem pegado nos últimos tempos. Marcas dos tempos modernos!

Wave Machines, The Greatest Escape We Ever Made



Quarto de hora para voltar ao São Jorge de novo para conhecer os texanos Voxtrot. Sala cheia para os receber e a empatia e boa disposição foram evidentes desde o primeiro minuto. A banda animou e prendeu o público às canções orelhudas e a um pop rock ligeiro. O anfitrião, Ramesh Srivastava, o amigo americano da Radar, estava como se estivesse em casa, um completo à vontade e nem os feedbacks persistentes o envergonharam. Apresentaram as canções novas do álbum que está prestes a sair e conseguiram levantar a multidão das cadeiras. Não sendo extraordinários, ganham pela boa disposição e simpatia. No fim até tivemos direito a dois dedos de conversa com o vocalista!

Voxtrot, Firecracker


Enquanto os Voxtrot davam o seu contributo, a equipa do Xukebox decidiu por consenso dividir esforços e correr para a companhia dos Blacklist. Aquartelados no Cabaret Maxime, trajados a rigor de negro e com sinais sub-reptícios de ateísmo, a formação de Brooklyn começou por actuar para meia dúzia de fiéis. Pouco depois o espaço ia enchendo ao mesmo tempo que a sonoridade se aproximava cada vez mais do gótico a fazer lembrar os ancestrais Mission ou o arranque dos Cult. Pena foi a sala não estar preparada para receber, tal como disse o vocalista Josh Strawn, uma “loud rock band”. Com um limitador de potência muito sensível, a actuação dos Blacklist foi interrompida algumas vezes. Facto que não agradou ao conjunto e tão pouco aos espectadores. Enfim, pormenores que para o ano serão concerteza corrigidos (assim esperamos).

Blacklist, Flight Of The Demoiselles


A noite já ia longa e a ideia era dar um salto para ver os Easyway e depois ainda apanhar os Orelha Negra. Acontece que o pit stop na Sala 2 do São Jorge para ver os portugueses que acabam de lançar o álbum e filme Laudamus Vita, foi bem mais longa do que o previsto. A razão é simples: o filme que acompanha todo o concerto, feito à medida das canções do grupo, prende qualquer um. A história desenrola-se ao ritmo da música, é baseada nas letras das canções e o reultado é um concerto fluído, com banda sonora ao vivo. Um luxo. O ponto negativo vai para o pouco contacto com o público. É inexistente. Mas nem por isso deixa de ser uma grande ideia para envolver o público com a banda e com a música. E por isso estão de parabéns! Orelha Negra, vão ter que dar outro concerto em breve porque não consegui deixar o filme dos Easyway a meio!

Easyway, The Viewer


Ainda houve tempo e coragem (muita coragem) para dar um salto ao parque de estacionamento do Marquês Pombal só para ver o que passava. Marcelinho da Lua massacrava os presentes com um set horribilis de funk-drum-n-bass. Impossível ficar. Adeus.

Alguns ficaram por ver, mas outras oportunidades haverão. Ebony Bones já me tinha sido apresentados no Sudoeste e não é, de todo, o meu género. Tigerman, we’ll meet again, I am sure.

Super Bock em Stock, 4 Dezembro 2009, Av. Liberdade

A primeria abordagem da noite foi ao Maxime para conhecer Mocky mas a enchente não permitiu ver, nem sequer ouvir o multi-instrumentalista canadiano. A barulheira sobrepunha-se à música por isso não havia muito para fazer ali. Saimos e fomos aos Golpes. E fomos literalmente golpeados com a alma irreverente dos guerreiros do Jardim da Estrela. Empunhando guitarras feitas espadas acompanhados por uma marcha rítmica epopeica da bateria, Os Golpes encheram a sala 1 do São Jorge de emoção 100% lusitana, com as suas letras telúricas e adereços a fazer lembrar o tempo das cruzadas. O momento alto do concerto viveu-se quando de rompante entrou em cena o quarteto feminino de percussão Caixas Furiosas. O palco incendiou-se de convicção e o publico entoava “O Silêncio” com o coração aberto. Promissor.

Os Golpes, A Marcha dos Golpes


Corridinha até ao Tivoli para apanhar os Beach House no princípio. A decepção do festival... Música pouco ritmada e a falta de feeling marcaram um concerto chato, sem qualquer empatia com o público e sem alma. Se a maior parte das bandas ganha nova dimesão ao vivo, os Beach House conseguiram o oposto. Mesmo a apresentação em palco era fraca... Saímos ao fim de umas quantas músicas para ir rever o Mazgani, no Maxime. A música não é muito mais alegre mas o cantor tem carisma e o som é agradável para beber um copo descontraidamente com os amigos.

Beach House, Master of None


Mazgani, Somewhere Beneath this Sky


Ao mesmo tempo que Mazgani cantava, o trio londrino The Invisible brindava a plateia do São Jorge com um espectáculo alucinante. Envoltos numa atmosfera muito experimentalista, visivelmente instigados pelo calor humano do público lisboeta, o tema que supostamente deveria falar de uma rapariga londrina falou antes duma “Lisbon Girl”. Foi a forma material que a banda encontrou para prestar homenagem à cidade que tanto lhes agradou e à audiência que corroborou a sua excelente prestação. Sessenta minutos de um rock muito autêntico. O Xukebox ainda desafiou o vocalista e o baterista a aparecerem na festa de desfecho na garagem do Marquês mas as obrigações foram mais fortes. Às 8 da manhã de domingo o grupo rumava já em direcção à terra natal para mais concertos.

The Invisible, London Girl


Volta ao Tivoli para o momento cool da noite. Sala à pinha para receber os Little Joy que também são um bocadinho portugueses, por terem “nascido” à beira Tejo. A história foi relembrada e, parecendo que não, joga muito a favor da proximidade e do efeito “carinho”. Por momentos esquecemos que estamos em Dezembro e que o país estava, naquela noite, em alerta amarelo, para nos refugiarmos algures perdidos num fim de tarde veraneante, quando o sol já não queima, só aquece. Música refrescante e descontraída num ambiente muito saudável. O fim chegou rápido e a corrida para o São Jorge urgia.

Little Joy, Next Time Around


As portas já estavam fechadas, a sala a abarrotar. Lá conseguimos entrar por outro lado e sentados no corredor assistimos à revelação do festival. Se imaginam um Patrick Watson calminho que se contenta com um piano, enganam-se. Um verdadeiro entertainer. Tudo bom. Desde a simpatia do cantor, o alinhamento até ao excelente trabalho do técnico de luz, tudo ajudava a criar um ambiente quase mágico . Nem as constantes falhas de som atrapalharam, antes pelo contráro, aguçaram a capacidade de improvisação de Watson e dos restantes membros da banda. Wooden Arms, o novo single, foi apresentado em sessão acústica e com um megafone a fazer as vezes do microfone. Pode dizer-se que Patrick Watson surpreendeu e apaixonou o público português.

Patrick Watson, Big Bird in a Small Cage


E os concertos chegaram ao fim:( Rumámos ao Marquês de Pombal para descobrir curas para as maleitas com o Dr. Ramos nos comandos da mesa de mistura. Digamos que a expectativa era outra. Em vez de um set de rock indie-alternativo, como calculámos, deparamo-nos com um set mais electrónico não tão aliciante. Salvou-se o fim do set, quando Ramesh (dos Voxtrot) se juntou ao DJ e o som melhorou. O mesmo idem idem aspas aspas para Zé Pedro, versão DJ. A última coisa que esperávamos era um set electrónico. Mas assim foi. Redimiu-se na última meia hora de set com uma incursão a alguns clássicos do rock e grunge.

Nota positiva para esta iniciativa que permite assistir a bons concertos em várias salas de bandas de pequena dimensão. O ambiente que se cria no festival é muito giro, onde os artistas são também espectadores e são nossos “colegas do lado”. Há uma grande troca de opiniões pelos corredores e a caminho do próximo concerto. Há falhas técnicas que até podiam ser evitadas mas ajudam a criar o ambiente “cosy” e quase amador, no bom sentido. E sabe muito bem ver vida, ali no meio de Lisboa.

Até para o ano!

(texto escrito em conjunto por Mariana e Anónimo)

Tuesday, December 8, 2009

Song for Today [#283]


A Blogotheque lançou um novo concert a emporter, desta feita pelas ruas de Paris ao som de Phoenix. Depois de um tremendo esforço para promover a banda nos Estados Unidos com tou intensa e périplo por todos os talk-shows de referência, parece que o esforço foi de alguma forma, recompensado. A banda foi nomeada para a categoria "Best Alternative" nos prémios Gammy. A concorrência é feroz - Yeah Yeah Yeahs, Death Cab, Brian Eno & David Byrne e Depeche Mode - mas o reconhecimento é notório e eles merecem. Bonne chance!

Phoenix, Long Distance Call (via blogotheque)

Phoenix - Long distance call - A Take Away Show from La Blogotheque on Vimeo.

Monday, December 7, 2009

Song for Today [#282]


Segunda-Feira, véspera de feriado e não posso não trabalhar. O que vale é que os Chromeo tem uma música nova. Alegria, alegria. O dia vai ser muito mais ritmado, cheio de funk, swing e mal posso esperar pela noite que trará um feriado logo a seguir! Não há grande novidade no som, voz robótica, disco fever qb, a oferta é sempre parecida, mas não desilude. Night by Night é o primeiro original desde 2007 e aguça a ansiedade para o próximo álbum.

Chromeo, Night by Night


P.S - Obrigada, Rodrigo!

Saturday, December 5, 2009

Guest Box

O espaço que se segue é da inteira responsabilidade do Pedro Rolo Duarte

Apaixonei-me pela música de David Sylvian no tempo dos Japan. Havia qualquer coisa de profundamente romântico e ao mesmo tempo visceral naquelas composições, e percebi que essa mistura provinha da figura de David Sylvian. Quando começou a carreira a solo, tornei-me admirador confesso. Não me lembro de antes nem depois ter tido este sentimento de admiração incondicional por quem quer que seja. Algures nos anos 80 fui surpreendido por uma paixão inesperada na minha vida. O primeiro filme que vi com essa... bom, com essa rapariga, éramos miúdos, chamava-se “Merry Christmas, Mr. Lawrence” – e nesse filme entrava David Sylvian e estava lá esta canção que escolhi. Achei que era um sinal que não devia desprezar. A canção, as canções de David Sylvian acompanham-me desde aí como um livro de cabeceira. Quando veio a Portugal, há 6 anos, comprei 3 bilhetes para a plateia do Coliseu. Queria estar sozinho, e à vontade, sem ninguém ao lado. Sentei-me no lugar do meio e ouvi ao vivo as canções da minha vida. Como esta.

David Sylvian & Ryuichi Sakamoto, Fordidden Colours

Friday, December 4, 2009

Flash Box

Hoje escolhi um "poema da vida" aqui. Sem música, mas não menos ritmado.

Obrigada, João.

Song for Today [#281]


Começa hoje a nossa mini e condensada versão do South by Southwest (SXSW). O Super Bock em Stock traz-nos uma selecção bem medida de projectos indie-alternativos nacionais e internacionais. Durante dois dias, cerca de 30 bandas vão desfilar pela Avenida da Liberdade. Dito assim até parece que estamos em Junho e que são as Marchas Populares. Nada disso, mas é a única altura do ano, para além das festas de Lisboa, que a Avenida ganha vida. O xukebox vai lá estar numa azáfama para não perder pitada. O roteiro está traçado. Venham eles.

Para hoje...

Voxtrot, Berlin Without Return


Para amanhã...

Patrick Watson, Luscious Life

Thursday, December 3, 2009

Song for Today [#280]

Um projecto nacional. Um projecto nacional novo. Um projecto nacional novo e ousado. Alternativo e vanguardista qb. Dançável e, por isso, divertido. Mas acima de tudo muito Moderno. Modernices à parte, é um projecto que começa agora a dar os primeiros passos e ainda não se sabe onde vai parar mas, espera-se que longe! Eles tocam, ela canta e o som é um frenesim de beats electrónicos num ambiente psicadélico. Experimentem...

Moderno, Somesing, Somesing