Friday, October 17, 2008

Oldies & Goldies - Counting Crows

Uma das vantagens de ter uns 3 mil discos é que estamos sempre a “encontrar” discos que não nos lembramos que temos. Aconteceu-me anteontem com o primeiro disco dos Counting Crows. Ressuscitado da prateleira directamente para o hi-fi lá de casa, passando pelo auto-rádio e pelo computador, este é o disco que tenho ouvido em “repeat” nas últimas 48 horas.

Os Counting Crows são uma banda da Califórnia que vi nascer, e com enorme entusiasmo, em 1991. No ano de 1993 editaram o seu primeiro álbum, e aquele que foi para mim um dos grandes discos da década de 90 - “August and Everything After”. O álbum mostrou-me uma banda madura logo ao primeiro disco, de melodias bem construídas e bem ritmadas, uma guitarra com alma e engenho e letras de uma qualidade indiscutível. As influências de R.E.M. eram evidentes, mas a voz de Adam Duritz e a guitarra de Dave Bryson demarcavam-se bem dos R.E.M., conseguindo a singularidade que nos faz gostar de um grupo apenas porque sim, porque é bom por ele próprio.
August and Everythig After acabou por ser um sucesso graças ao tema “Mr. Jones”, que invadiu as rádios e as pistas de dança, numa altura em que a musica electrónica estava ainda a aprender a ler e a escrever (principalmente a escrever).

Adam Duritz é o autor da grande maioria das letras dos Counting Crows e Dave Bryson da maioria das musicas. Os rapazes continuam a dar música e editaram mesmo um álbum em 2008 chamado Saturday Nights & Sunday Mornings que, não sendo mau, não me apanhou a jeito como o primeiro. Pelo meio fizeram 3 discos de originais e um Best Of. Enfim, nada que se compare com os R.E.M. mas também, apesar de agumas influências, não era suposto...
Deixo-vos com a primeira música, chamada Round Here, do disco de que vos falei.
Counting Crows - Round Here

10 comments:

Alminha Mariana said...

xinapaaaa! Como é possível este cd ainda tocar? Porque com as vezes que rodou, já deveria estar gasto. É daqueles que é possível ouvir do princípio ao fim, sem passar nenhuma à frente e muita companhia nos fez! Mas realmente, depois deste album nunca mais foram os mesmos!

Leididi said...

Shalalalala yeah.. hã hã yeah....mr Jones é umas das minhas músicas preferidas de sempre :)

R2D2 said...

Alminha,
E sabia logo à primeira re-audição, e em todas as musicas, qual era a musica que vinha a seguir!

R2D2 said...

Leididi,
Ainda me passou pela cabeça por essa mas era demasiado óbvia...
Mas sim, Mr. Jones tem uma fórmula eficaz, mesmo ao nivel da dos glutões

Happinêss said...

R2D2: "numa altura em que a musica electrónica estava ainda a aprender a ler e a escrever (principalmente a escrever)"

What??? Só posso manifestar discordância. Estás a dizer que a electrónica era ainda imberbe nos anos 90?

Grande música. Eu pensava que só eu teria ouvido esta música, aos 13anos, 355 mil vezes por dia... Até me arrepiei agora ao ouvi-la de novo.

R2D2 said...

Happinêss,
Isso mesmo. Falo de 1993, altura em que se fazia música electrónica, sem dúvida, sempre se fez, mas muito pouco madura, muito pouco consistente, principalmente nas composições e com muita coisa a lembrar os carros de choque. Sim, estava ainda a aprender bastante.
Esta música é mesmo muito boa, e tive essa mesma sensação de arrepio quando a ouvi novamente há dois dias atrás.

Alminha Mariana said...

Música electronica em 93 era sinónimo de 2 unlimited, corona e culture beat... Sim, foi um longo caminho até aqui, felizmente! Os chamados "martelos" - que maravilha de expressão!

Happinêss said...

Então é porque a nossa concepção de música electrónica é divergente.

Vou arriscar dizer que para mim a música electrónica nasce nos 70's e consolida-se fortemente nos 80's. Os sintetizadores são filhos dos 70, ponho a minha mão no fogo (mas se der para não por, salto essa parte).
Por electrónica entendo os sons feitos a partir de sintetizadores que misturarm a pop e o punk e o que houver para misturar criando uma atmosfera futurista dançante. Refiro-me a bandas e artistas como os KRAFTWERK, Gary Numan, Ultravox, OMD, Human League, Depeche Mode, Erasure, NEW ORDER, Soft Cell, Pet Shop Boys, por exemplo que a lista é grande.

Estas bandas foram precursoras do techno que nasce no final dos anos 80 e se consolida nos anos 90, bandas como referiste Alminha (Coronna, 2 Unlimited, Culture Beat – entre outras).
Ouvir dizer que em 1993 a electrónica ainda se estava a descobrir ou que era inconsistente ou que não passava de Coronna, para mim é um ultraje! Satanás! Belzebu!

Em qualquer entrevista dada pelos actuais representantes da música electrónica (e boa que é, eu sou fã) todos assumem as influências dos 70 e 80.

Lek said...

Caros Amigos, ordem na casa.

Ora, quer-me parecer que os meus amigos estão a fazer uma confusãozinha ao por no mesmo saco aquilo a que se chama de "Electronica" com "Musica electrónica".

Voces sabem que eu sou uma pessoa muito antiga ;) que por razões de ordem profissional "empurrei" muitos discos de vinil. Sim, o Compact Disc só se vulgarizou em Portugal em 87/88.

Portanto, perdoem-me a intransigencia neste particular, mas já nessa altura me lembro de toneladas de plástico negro com um buraco ao meio de BOA MUSICA ELECTRÓNICA.

Oh meuj Amigoj (estilo Diácono Remédios) Mas em que saco é que vocês colocam: Gary Newman; Devo; A Flock of Seaguls; Kraftwerk; e tantos outros? É que já nem vos falo do Jean Michel Jarre.

2Unlimited e Corona é Euro-Dance (vulgo musica de carrinhos de choque)

Sempre a considerar-vos

PS -o blogue tá giro, a ver se cá venho mais vezes

Rita said...

Muito boa e desse album é a "Anna begin's".