Wednesday, September 15, 2010

Cartas do Anónimo


Alfred Adler (parte 2)

A propósito do que acontece nas minhas barbas, acho que vale sempre a pena escrever sobre o que achamos maior. Maior para uns, insignificante para outros. Mas essa ambivalência não tem a ver com gostos. Tem sobretudo a ver com necessidades. Se um ser se torna agressivo é porque está a lutar; para ser melhor ou, noutros casos, para sobreviver (ou ainda noutros, para o aceitarem tal qual o que sabe ser). O sentimento de inferioridade física e moral no Homem abre caminho para a segregação. Para a revolta justa sem limites. Quando sentimos que o nosso bem-estar passa pela noção do todo como um meio irrepartível, estamos consideravelmente mais próximos do maior. O caminho é só um embora as alternativas de itinerário sejam abundantes. O que ninguém me convence é que uma pirâmide de pernas para o ar cai para um dos lados, mas não para a base…

TV on the Radio, Halfway Home

1 comment:

Anonymous said...

www.wix.com/kitschnet/radio