Saturday, January 9, 2010

Guest Box


O espaço que se segue é da inteira reponsabilidade de Graven
(Ena ena, que é a minha vez de avançar ao próscenio!)

Owen Pallett faz parte daquela classe de pessoas que considero over-achievers insuportáveis. Ora vejamos, andou na boa-vai-ela com os Arcade Fire subjugando palcos por esse mundo fora à doutrina do rock indie teatral, colaborou com Edward Veckatimest Drost a fazer uma cover da Björk para a StereoGum, meteu-se com Zach Condon no processo criativo do The Flying Cup Club, enfim... acabo de dar um pulo à wikipédia e a lista continua ad eternum só com gente boa. Tudo isto e ainda tem tempo para distribuir queques grátis pelas ruas de Toronto. (Garanto que é verdade, basta seguir Owen Pallett no twitter... aliás, creio que Owen é a razão pela qual o twitter existe: disseminar o bom karma de Owen Pallett, tudo em 140 caracteres ou menos)

Depois de muita, mas muita procrastinação, muito rascunho e tentativas frustradas q.b. lá encontrei uma música com a qual empatizo a todos os níveis. É daquelas músicas em que após - atrevo-me a dizer mesmo durante - a primeira audição tudo faz sentido e ressoa pelos cantos da memória e do imaginário, num lampejo de lúcidez absurdo. (ou qualquer outra metáfora literária cúle assim do género) Tudo o que conseguimos dizer é "wow". Seguido de um "onde é que andaste toda a minha vida?". Passa para um novo "wow", desta vez mais longo. Por último, quando a música termina, chora-se um bocado ou enrola-se um charro, consoante a existência ou não de mortalhas por perto. Lewis takes action, como em grande parte das músicas de Owen Pallett, parece contar um pequeno excerto de uma qualquer aventura gráfica em que figura Lewis numa luta selvagem contra o mítico Cockatrice. Final Fantasy, Gauntlet, Dungeons & Dragons, qualquer um deles serve... Tudo acompanhado ao som de uma orquestra e da voz cristalina de Owen. Sublime. Logo logo lembro-me das horas (ou devo dizer dias?) passados nos idos dos anos 80, colado ao televisor e agarrado ao meu velhinho Spectrum enquanto jogava Myth. Logo logo lembro-me de horas passadas nos meus tempos de universidade a conjurar criaturas peçonhentas através do Magic The Gathering, invés de ir às aulas de Análise Matemática I. Logo logo lembro-me das minhas quartas de D&D e fico expectante pela próxima semana, altura em que posso encarnar o ranger Fallafel e, quem sabe, libertar a terra de Spectrum da tirania do Cockatrice enquanto canto:


I took No-Face by his beak, and broke his jaw, he'll never speak again










A criança prodígio está de volta, Senhoras e Senhores! Temos uma música nova, disponível para download gratuito através da editora Domino e que merece mais divulgação! Twitter, facebook, email, pony express, metam as redes sociais a trabalhar! Existe ainda possibilidade de um concerto em Março no Maria Matos o qual, a se concretizar, será com um álbum novo nos bolsos. É verdade. O terceiro álbum dos Final Fantasy entitulado Heartland é lançado já em Janeiro de 2010.

2 comments:

ANÓNIMO said...

Prof. Graven, é com muita satisfação que o vejo brilhar no palco do Xuke. Mercy!

Graven said...

Caro Anónimo, como está o senhor? Não o via desde a rave electro-demente 8-bits que foi Kap Bambino!