Wednesday, December 23, 2009

Cartas do Anónimo



Nesta época vale a pena pensar. Pensar nos outros e dar-lhes uma prenda. Não uma prenda de bom comportamento mas antes uma recompensa de admiração. Um elogio sentido que por convenção da máquina trituradora capitalista sempre redunda em bens.

Ou não! Se escolhermos ser rebeldes pode ser um grito. Um piscar de olhos cúmplice. Uma canção de intervenção de virar tripas e remexer artérias. Para nós que sobejamos em liberdade e fazemos o que queremos, estes dias querem dizer fartura de tudo. Para quem não pode sequer pensar o que lhe vai na alma, it’s the worst case scenario. Não há sonhos nem desejos. O presente está envenenado. Doce só o sangue revoltado que lhes corre nas preocupadas veias.


Mas por enquanto o natal ainda é de todos. Nem que seja por aproximação…




Portishead, Chase The Tear (Amnistia Internacional)

1 comment:

Patricia Moura said...

Bom seria que, esta Chase the Tear, pela mensagem fortissima, ou pelo seu principal intuito, rasgasse (tear) com esta sociedade de interesses em que vivemos!!! Alem desta componente social, é fantastica!!!!!! Obrigada ***