Wednesday, July 15, 2009

Been There, Done That




Dia 1 – 9 Julho 2009

Dia de metal no palco Optimus – não, muito obrigado. O alvo foi o palco Super Bock que prometia um fim de tarde/ noite alternativo bem melhor. Comecei pelos Delphic que tocaram numa hora inglória para o tipo de música que praticam. O concerto poderia ter sido melhor se tivesse sido mais tarde, quando as luzes pudessem criar o ambiente de pista de dança. Cheguei à conclusão que os portugueses são uns moles e só se conseguem soltar à noite ao som do “barulho das luzes” – ali só dançavam os estrangeiros! Não me desiludiram, mas também não deu para os apareciar à séria, se bem que as músicas me pareceram bastante grandes, o que as tornava por vezes, repetitivas.

TV on the Radio continuam bons e altamente viciantes em concerto, apesar do som não me soar nas melhores condições, um som esquisito... Mesmo sem grande interação com o público, foram muito eficazes e fizeram os encantos dos Incógnito addicts que por lá andavam (eu incluída)!

Klaxons, uma surpresa. Já os tinha visto há dois anos e já deu para notar a diferença de atitude, postura e até de som. Levaram o pessoal ao rubro com os êxitos de “Myths of the Near Future” e ainda nos presentearam com alguns inéditos, que a soarem tão bem em álbum, como ao vivo, temos boom garantido para o próximo trabalho! Dinâmicos, coloridos e eléctricos saíram ao fim de hora e pouco de concerto perante um público satisfeito e alegre.

Foi a altura em que me movimentei para o palco Optimus para espreitar os Metallica que já tinham começado. Nada a acrescentar a este concerto comparativamente aos outros 2 que já vi deles... Não há dúvida que são muito bons ao vivo, que dão um grande espectáculo, mas para quem não é fã incondicional chega perfeitamente ver uma vez. Aliás o engraçado foi perceber que ao fim de três anos seguidos em Portugal já se dão ao luxo de tocar músicas do fundo do baú. É bonito, os fãs agradecem não ouvir sempre as mesmas que toda a gente conhece. Houve tempo para nos chamar “Grandas malucos” enquanto o palco cospia fogo para o ar. Três anos consecutivos em Portugal é bom que saibam dizer mais do que obrigado ou boa noite. Boa, James!

Ainda consegui dar um pulo outra vez ao palco secundário para ver um bocado dos Crystal Castles que não me encheram as medidas para falar verdade verdadinha. Som muito plástico, pouca música e muito barulho com muito grito e pouca essência. Fui para casa porque avizinhava-se um dia de trabalho poucas horas depois.

Klaxons, Not Over Yet


Dia 2 – 10 Julho 2009

Sexta-Feira de doidos e a correria entre palcos começou logo mal porque não consegui chegar a tempo de Gaslight Anthem. Vi um pouco dos Eagles of Death Metal que nunca me despertaram grande interesse, mas depois da actuação tão efusiva, simpática e repleta de rock n’roll, se calhar vou reconsiderar! Os The Kooks estiveram muito bem e não desiludiram o público que era muito, participativo e que dançou a bom ritmo o She Moves Her Own Way e outros êxitos.

Os Does It Offend, Yeah eram uma das bandas que mais queria ver neste festival, mas acabaram por me desiludir um pouco. Um concerto cheio de energia de facto, mas soou muito mais a DJ set do que propriamente a concerto. Conseguiram agarrar o público, mas a mim não me encantaram, esperava mais.

Placebo tiveram um sabor a adolescência. Já não consigo precisar quantas vezes vi Palcebo ao vivo, mas foram muitas e algumas muito boas. A vivacidade já não é mesma, os gostos já diversificaram e as expectativas já são outras. Alguns temas antigos por lá perdidos numa actuação algo distante e fria, seriviram para acalentar a multidão, mas não chegaram para cobrir os tempos gloriosos desta banda.

Passo apressado até à outra margem, aquela mais alternativa para umas colheradas teatrais de Fischerspooner. Bolas! Não devia ter demorado tanto tempo a chegar porque o bocadinho que vi foi suficiente para perceber o brilhantismo (literal) deste senhor em palco. Quero mais, se faz favor.

Prodigy, o momento alto. Sim, ja não fazem álbuns como os anteriores, já estão velhotes e um tanto ou quanto desgastados, mas garra ninguém lhes pode negar. Ainda são capazes de superar expectativas e oferecer um espectáculo capaz de deixar qualquer um boquiaberto e claro, sem fôlego. Foi a terceira vez que os vi e garanto, não é demais. B-R-R-R-U-T-A-L.

Corridinha já arrastada para Ting Tings e esta foi a boa surpresa da noite! Muito bons. Katie encantou e o público vibrou. Great DJ logo no ínicio pôs toda a tenda a dançar e a cantar alto e a bom som. Ainda houve tempo para um ler um textinho em português para notar que estava muito contente por estar ali. Nós também estávamos contentes por tê-los connosco e até o concerto pareceu curto para tanta animação. E pronto, era tempo de ir pregar para outros lados porque para zombies já bastávamos nós!
Ting Tings, Great DJ


Dia 3 – 11 de Julho 2009

Último dia, tempo de chegar mais tarde para começar com Chris Cornell. Já aqui tive oportunidade de dizer que o grunge é uma parte do que eu sou, por isso este senhor não me passou ao lado nos tempo áureos dos Temple of the Dog e Soundgarden. Desilusão (da grande) foi o seu último trabalho. Mas felizmente o concerto passou ao lado do álbum novo e manteve um registo muito old school e foi o melhor que fez. Perdia-se num palco tão grande até porque a idade já não ajuda, mas a alma grunge baixou em Algés neste príncipio de noite com músicas como Hungerstrike, Black Hole Sun e Spoonman a marcar o ritmo.

Dos Black Eyed Peas não me pronuncio porque a minha alergia, só de mecionar o nome, começa a atacar-me. Um autêntico flagelo. Rapidamente corri para ver AutoKratz que tiveram, provavelmente, o menor público de todos os concertos a que assisti, mas que nem por isso estavam menos animados. Actuaram como se tivessem uma audiência de milhares num palco minimalista onde se destacava o computador Mac. De lá saía um som muito, mas muito electrónico que a dupla acompanhava a um ritmo frenético e quase descontrolado. Mas o público daquela noite não era amante destes ritmos e isso foi notório mediante a pouca adesão a esta actuação.

O grande nome esperado era Dave Matthews e a sua Band e entre Lykke Li, que vi há pouco tempo, escolhi rever a banda americana. É um conjunto de bons músicos que num todo fazem uma grande festa. Fica-me a dúvida se terão sido boa escolha para fechar um festival deste género porque ao fim de tês dias o cansaço aperta e três horas de concerto, com muitos solos pelo meio, não é o melhor dos defechos. A euforia há muito esgotada deu lugar a corpos inertes que já só se abanavam sem ritmo. Os temas novos misturados com os clássicos da banda formaram uma playlist bem construída para um grupo que tem uma maneira muito própria de dar concertos porque consegue criar um ambiente intimista, mesmo perante grande plateias.
Soundgarden, Spoonman


E o Alive09! ficou por aqui, para o ano há mais entre os dia 8 e 10 de Julho de 2010 com um cartaz, esperemos, ainda melhor!

2 comments:

Lek said...

Amén! Espero bem que sim.

R2D2 said...

Mas que grande cobertura! O Xukebox esteve muito bem, mas mesmo muito bem representado.
Parabéns Mariana!