Wednesday, May 6, 2009

Cartas do Anónimo

(O Anónimo ganha estatuto própio e um espaço só dele. Continua às Quartas, mas como já faz parte da mobília, deixa de ser Guest.)

A ordem das coisas é aleatória. O perímetro das nossas influências incontrolável. Basta estarmos atentos a algumas intercedências que se cruzam com o nosso destino, para rapidamente concluirmos que tudo conta (na sua medida). 
Foi o que me aconteceu antes de escrever o vigésimo segundo post. No meio de papéis e listas de prioridades, dei de caras com um sinal óbvio da homenagem que não mais podia esperar. Uma homenagem a quem não esperou por ele próprio e quis vencer-se em paixão desesperada. Partiu novo e deixou muitos à espera do que ainda estava para dar. Aos 14 anos começou a compor e a gravar. Cantava com mágoa de vadio e pegava na guitarra para falar do que vivia nos seus pensamentos obscuros.  Chegou a ser estrela da Academia quando emprestou músicas a Gus Van Sant, para seu próprio espanto e de todos os fãs que se reviam na doçura irremediavelmente perdida das suas letras preenchidas por composições modestas. Entre tantas outras, em Angeles, Elliot deriva pelo vazio sentimental de jogar para perder. Do risco que é viver. Da inexorável solidão errática de alguém que procura vencer ressacas de realidades inúteis. 

O Anónimo confere. Um cantor para relembrar sempre... 

Elliot Smith, Angeles

4 comments:

Mariana said...

com esta que me lixaste... Já tinha um post deste senhor alinhavado! is there a ghost in my head?!

Strayavat said...

é o homem ganhou espaço proprio é ganda maluko! xD

ANÓNIMO said...

As long as we think together... Às vezes repetir não é mau sinal Mary.

ANÓNIMO said...

Strayavat, bem-vindo! É com muito apreço que te vejo por estas bandas :)