O espaço que se segue é da inteira responsabilidade do Anónimo:

Os tempos repetem-se na história e na música (aliás, estar-se filiado à música é um comportamento muito ideológico). Estávamos em pleno 1975 e o famoso Processo Revolucionário Em Curso trouxe-nos a Portugal, quiçá não por mera casualidade, uma das bandas mais emblemáticas da altura. Os Genesis. Eles que foram a verdadeira génese do aclamado prog-rock.
Curiosamente, nessa altura pós-revolução, discutiam-se questões de progresso. Assuntos de tonalidades extremistas e raízes ideológicas viscerais. Imperava o desgoverno formal, Sabia-se que a evolução era inevitável mas não se sabia para que lado iria pender. Foi há precisamente 34 anos e dezoito dias que os sintetizadores, baterias intermináveis, guitarras de dois braços e uma alma especial de voz chamada Peter Gabriel aterraram na vila meia inglesa de Cascais.
Hoje, a 25 de Março de 2009 em Nova York, mesmo à nossa frente, do outro lado do atlântico, há uns senhores que nos fazem pensar o que é a evolução. Aquilo que serve de plataforma para avançar e onde vamos nós buscar forças para desvendar os medos que nos toldam soluções para o amanhecer do inesperado futuro. E tal como há 34 anos, o desgoverno, esse pedregulho pesado que teima em ficar no meio do caminho, volta a atiçar os mais afoitos. A provocar re-visionários e a adensar as fileiras de pensadores pret-a-porter.You Kingdom You dos Fires of Rome revela-se um exercício extraordinário de remontagem rock com influências tão diversas quanto próximas. Inúmeras são as referências que vos podia discriminar. Prefiro antes deixá-las ao vosso critério e limitar-me a imaginar-vos surpresos com o que a democracia musical nos pode oferecer.
O Anónimo confere, o povo cantando jamais será vencido...
Fires of Rome, Set in Stone
6 comments:
Anónimo,
Gosto mais do texto e do clip que da música.
Aquele abraço
Pois aqui a Mariana gosta muito da música, como já lhe tinha dito Sr. Anónimo!
A musica é gira. Dos Fires of Rome foi a primeira vez que ouvi falar (como tantos outros). Fui ver, eram assim uma espécie de mistura entre Supertramp com Asia e uma pitada de Duran Duran ...ehehehehe... com um vocalista a fazer lembrar o Peter Gabriel, sem duvida. Este mundo está perdido!
Folgo em ver-vos envolvidos na polémica da música (e tudo o que está à volta)! Abraços e bjs...
Este miúdo é do catano.Quando se mete com estas cenas ideológicas ninguém o pára (está bom assim, anónimo ? :p) A minha mãezinha assistiu a esse concertos dos Genesis e até hoje mantém uma certa paixão pelo Peter Gabriel.
Leidi, é sempre um prazer imenso poder contar com a sua participação. Áliás, é da participação que se faz a Democracia ;)
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