Monday, March 23, 2009

Been There, Done That [The Killers, 21/03/09, Barcelona]

Pavilhão Olímpico de Badalona, 20h30m do dia 21 de Março de 2009. Levantámos os bilhetes, forrámos o estômago com uma hamburguesa manhosa para enganar a fome enquanto durasse o concerto.

À porta do pavilhão as garrafas, latas, sacos plástico já se amontoavam e as pessoas precitavam-se para as portas para encontrar o lugar perfeito. Lá dentro já tocavam os Louis XIV, banda rock americana que, por mais que tentassem não conseguiam animar uma multidão que estava notoriamente ansiosa. Os aplausos à despedida ainda fizeram ruído e seguiu-se a montagem do palco para a banda da noite. Neons, instrumentos, palmeiras, manto de luzes nas costas do palco, parede de flores naturais e frescas colocadas no momento, por detrás do piano que reluzia como flashes.
Um cenário a fazer jus ao glam-rock praticado pela banda, que foi completado pelo K de neon à frente do micofone de Bandon Flowers a tapar o orgão. Por esta altura eu já não não me aguentava com tanta excitação e alegria por estar ali. E é nesta altura que se apagam as luzes dopavilhão, a inquietação toma conta da multidão e no fundo do palco começa a contagem decrescente. 10… 9… 8… 7… 6… 5… 4… 3… 2… 1… 0, compasso de espera, entram em palco e começa a soar Human! Prometia…

Brandon Flowers não desiludiu e apareceu com as suas penas a irradiar energia para o público enquanto cantava Are we human or are que dancer? A histeria foi total e o ambiente estava espectacular. Dei por mim no sítio certo, à hora correcta, onde queria estar e como queria estar, estava arrepiada até aos pelos do nariz e não conseguia parar de cantar. Não havia outra banda que desejasse mais ver naquele momento. Só queria que o concerto, que ainda estava no príncipio durasse uma eternidade.

Seguiram-se êxitos atrás de êxitos, sempre combinados com um espectáculo de luzes impressionante. O próprio Brandon Flowers que não é propriamente de interagir com o público tem uma presença forte e muito cénica que transmite muito feeling para público. Ainda assim, até espanhol falou. Todo o espectáculo é carregado de grande simbolismo, mas a garra ao vivo é uma realidade. O palco é como um oásis no meio do deserto que é a maior fonte de inspiração dos Killers. Um dos momentos mais marcantes deste simbolismo foi quando tocaram Shadowplay, onde o palco ficou escuro para as atenções se virassem para o vídeo dos Joy Division que passava no fundo do palco. Uma boa maneira de homenagear a banda e de dizer que o mérito ali não era deles, mas sim da banda inglesa.

O alinhamento foi bem construído, com maior incidência de músicas novas no inicio, mas com grandes malhas antigas pelo meio. Somebody Told Me foi a terceira e acendeu o público. Eu continuava arrepiada e frenética. Houve tempo para apreciar algumas mais calmas e até assistir a um fenómeno que há muito não via – um mar de isqueiros inundou o público no início de Dustland Fairytale que, se já era boa, agora ganhou toda uma nova dimensão quase mágica para mim. Uma versão simples de Sam’s Town só com Brandon Flowers ao piano pôs todo o recinto a cantar I see London, I see Sam’s Town. O Mr. Brightside não tardou à medida que o concerto se aproximava do fim e a loucura foi total. Perfeito! Foi com I got soul, but I'm not a soldier que se despediram antes do encore.

Não demoraram muito a voltar e foi bom para recuperar o fôlego. O encore não podia ter começado melhor. Come With Me pediram eles e nós seguimos cegamente. Mergulhámos em mais 4 músicas que terminaram com aquilo que faltava para o espectáculo estar completo – o fogo. A despedida foi feita ao som de When We Were Young e debaixo de uma chuva de fogo. Brandon Flowers já tinha avisado que seria a última, que já tinha tocado as melhores, mas nós queríamos mais, muito mais. Nunca uma hora e meia passou tão depressa. Fica o sentimento que foi tudo perfeito – a viagem, a estadia, o pavilhão que tinha um som muito bom, o alinhamento que foi à medida e last but not the least a companhia que foi a melhor!

A satisfação foi garantida, senti-me completamente preenchida, superou as minhas expectativas e só me apetecia correr para Madrid par os ver no dia a seguir outra vez, mas em vez disso fui comer tapas e beber cañas para comemorar uma noite muito bem passada.
Afinal a 18 de Julho há mais e, desta feita, em “casa”.
Até lá, Asesinos! E obrigado. Assim vale a pena.

O Alinhamento

1. Human
2. This is Your Life
3. Somebody Told Me
4. For Reasons Unknown
5. I Can’t Stay
6. Joyride
7. Bling (Confessions of a King)
8. Shadowplay
9. Spaceman
10. Smile Like You Mean It
11. A Dustland Fairytaile
12. Sam’s Town
13. Read My Mind
14. Mr. Brightside
15. All These Things I’ve Done
16. Bones
17. World We Live In
18. Jenny Was a Friend of Mine
19. When We Were Young

Os videos e fotos vêm oportunamente, promise!

1 comment:

Alexandra said...

Juro que neste momento estou verde de inveja. Conto os dias para 18 de Julho e pagava todo o dinheiro do mundo para ver The Killers o mais rápido possível.
Ainda bem que foi assim tão bom. Espero que cá seja ainda melhor. :)

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